Jafas da BV | Manejo da BV
De uma forma geral, no que se refere ao manejo dos Jafas da BV, pouca coisa tem sido alterada no decorrer destes anos todos.
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Manejo da BV

De uma forma geral, no que se refere ao manejo dos Jafas da BV, pouca coisa tem sido alterada no decorrer destes anos todos.

 

No início, durante a exploração do leite, apenas os bezerros eram suplementados e de maneira bem rudimentar.

 

Desde 1976, quando paramos com o leite, as práticas de manejo pouco mudaram, com exceção do período em que confinávamos na entressafra os machos de sobre ano.

 

Esta fase durou 11 (onze) anos e foi de 1985 até 1995, quando nossos bezerros nascidos na safra anterior, juntamente com os demais animais adquiridos, eram confinados durante 100 ou 120 dias, a partir de Junho de cada ano, para que fossem abatidos em setembro/outubro, no auge da entressafra.

 

A partir de 1996, quando nos demos conta que aqueles expressivos diferenciais de preço que se faziam presentes nos picos das entressafras, não mais aconteciam, abandonamos essa prática de manejo por julgá-la desinteressante do ponto de vista econômico, uma vez que não tínhamos  a “escala” exigida para reduzir nossos custos de produção.

 

De 1996 até 1999, terminamos nossos produtos (machos de 14 ou 15 meses) fornecendo-lhes de junho a setembro, apenas suplementação concentrada, no próprio pasto.

 

A partir de 2000, restringimos a suplementação de inverno a somente um sal proteinado de baixo custo, fornecido a todos animais do rebanho.

 

Sempre usamos monta natural, a campo, e nunca mais de 50 matrizes para cada reprodutor. Até 1996 os touros permaneciam com as fêmeas durante todo o ano, depois passamos a restringir este convívio obedecendo a sazonalidade de parições da espécie ( Janeiro à Abril ) e a partir de 2013 , retardamos nossa “estação de monta” objetivando evitar partos antes de março, para que o período de desmama viesse ocorrer em épocas mais favoráveis de pastagens.

 

As matrizes adiantadas de mojo são encaminhadas a um piquete maternidade, onde seus bezerros nascem, permanecendo ali com suas mães durante cerca de 15 dias.

 

A desmama é feita quando os bezerros atingem cerca de 250 dias de idade. Após a apartação de suas mães, os bezerros permanecem juntos (machos e fêmeas) até completarem cerca de 12 ou 13 meses, quando são separados em lotes distintos.

 

Em torno dos 24 meses as novilhas ingressam no período de monta, para que venham fazer a primeira parição próximo dos 36 meses de idade.

 

Cerca de 15 a 20% das fêmeas nascidas são reservadas para substituição das matrizes, as quais são descartadas segundo um conjunto de critérios (idade, estado físico, conformação) aliado ao desempenho de sua vida reprodutiva, medido pela porcentagem de bezerros e velocidade de ganho de peso conferido a eles, até a desmama.

 

Quanto aos cuidados sanitários, basicamente restringem-se as vacinações contra febre aftosa, brucelose e carbúnculo sintomático, além das vermifugações dos animais até atingirem 18 meses.

 

Fora isto, apenas os combates aos ectoparasitas externos, como bernes, piolhos e mosca de chifre.

 

Por fim, não devo deixar de citar uma conduta constante e rotineira, na Boa Vista:

 

Tolerância zero para qualquer animal que manifeste pendores de não respeitar cerca, os quais, inapelavelmente são abatidos. Durante os quase 50 anos de criação, assim necessitamos agir apenas com 4 ou 5 animais, e esse diminuto número, talvez seja justificado pela rapidez e rigor com que agimos. Essa atitude é respaldada pela consciência tranquila de quem procura oferecer ao búfalo, pelo menos o mínimo de que ele necessita para viver, procriar e produzir “com dignidade”. Assim sendo, sentimo-nos no direito e no dever de não permitir que algum indivíduo transviado possa contaminar todo um plantel, implodindo um trabalho de tantos anos, e que tanto prazer nos dá.